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BELÉM DO PARÁ


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Acampando em Natal / RN.



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Pagador de promessa carregando cruz de Fortaleza / CE para Aparecida / SP.



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Onça na Belém - Brasília.



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Interagindo com o bichano.



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Anos 80

 

Período difícil para quem gosta de motocicletas e carros, pois a importação de artigos do gênero era proibida por lei.


Apesar das dificuldades de informações, sabe-se do grande avanço tecnológico dos países de primeiro mundo em relação ao nosso Brasil.


Vivemos sob o terrível protecionismo de mercado, quando os fabricantes brasileiros faziam o que queriam e vendiam pelo preço que queriam, simplesmente porque não tínhamos parâmetro comparativo com produtos de outros países.


Não era nem o caso de altas taxas para os produtos importados, era proibição mesmo. Só restava, então, conviver com nosso atraso tecnológico em tantas áreas.



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Nesse ambiente a Honda anuncia o lançamento de uma moto grande "fabricada" no Brasil, mas que na verdade era montada no Brasil. Grande alvoroço no meio motociclístico. Teremos acesso à bela CB 400 cc.


E como é de praxe, as concessionárias se anteciparam fazendo listas de espera cobrando alta porcentagem do valor com meses de antecedência dos ansiosos candidatos à belezura. Fui um dos primeiros.



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Pois bem, a moto chegou! Depois de uma noite sem dormir estou na porta da concessionária esperando o início do expediente. Criança com brinquedo novo! É mês de agosto de 1980.


Eu queria estrada, muita estrada.



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Na época morando e trabalhando em São Mateus do Sul / PR, com minha mulher na garupa, fizemos um passeio até Gramado / RS para testar o desempenho da máquina. Coisa de aproximadamente 1.200 km entre ida e volta. Mas era pouco, muito pouco.


Então, pensei, qual o local mais distante dentro do Brasil onde posso chegar rodando em cima da moto? Belém do Pará! É para lá que eu vou. O plano é subir pelo litoral e voltar pela Belém-Brasília, rodovia que está na mente de todos os aventureiros pelas dificuldades, distância, e que há pouco tempo rasgou a Selva Amazônica.


Não me ocorreu nada de interessante para eu ver ou conhecer em Belém, mas para chegar lá e voltar, tinha muita estrada. E era exatamente isso o que eu mais queria.


Alguns preparativos como construir um bagageiro com a valiosa ajuda do amigo Mirion Langaro, e esperar ansiosamente pelo período de férias do trabalho.



 

22 de dezembro de 1980. Chega o dia da partida, saindo de São Mateus do Sul. Despedidas e moto na estrada.



 

No primeiro dia uma esticada de 720 km, pelo litoral, até Caraguatatuba / SP. Estou levando barraca para camping.



 

Muita chuva durante o dia, com o agravante de não ter impermeável contra a chuva, simplesmente porque não existe no mercado esse tipo de equipamento. O melhor que temos em termos de proteção são roupas de couro, feitas sob medida, que de certa maneira nos dão proteção em caso de queda, mas na chuva molham, aumentam de peso, demoram mais para secar e se tornam extremamente desconfortáveis.



 

 

Percorrer a Rio-Santos é uma maravilha, pena que o tempo está fechado.





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